Tecnologia e Caracteristicas

Historicamente correctas

As nossas máquinas são historicamente correctas, até um determinado grau.
Foram projectadas com base nas melhores fontes históricas disponíveis e estamos constantemente a procurando melhorá-las conforme os avanços da ciência e arqueologia. Isso é especialmente relevante para os modelos "clássicos" (Romano/Grego) que têm em conta os desenhos, dimensões e proporções e que chegaram até nós ao longo dos séculos em tratados e livros de autores como Vítrúvio.
Nessa medida é possível dizer: "Sim, isto seria com que se pareceria uma balista do século XIII." ou "Sim, este é um scorpio romano".
No entanto, foram construídos com tecnologia e materiais modernos que obviamente não são historicamente correctos: a madeira não foi cortada por um escravo celta com um machado, nem as peças de metal polidas à mão por um meteco trácio. E não têm milhares de anos...
Mas nenhum leigo poderá notar a diferença e, a uns três metros de distância, provavelmente nem um historiador.

Tamanho real

Os nossos modelos não são brinquedos em pequena escala, são réplicas de tamanho real. Embora o peso varie com o modelo, uma máquina completa não pesa menos de 75 kg e precisa de cerca de 5 metros quadrados de espaço para poder trabalhar.

Aspecto autêntico

Embora utilizemos equipamento e técnicas modernas (por exemplo, materiais compósita e ferramentas eléctricas) para construir as nossas máquinas, o seu uso é habilmente disfarçado. Será necessário ver de muito perto (e maioria dos casos, desmontar algumas partes) para notar os sinais de construção moderna.
Os nossos modelos medievais têm um aspecto adequado (bruto e boçal dir-se-ia mesmo) e representam bem o seu papel em qualquer feira medieval.
O nosso objectivo para as balistas romanas é atingir uma qualidade adequada a uma réplica numa vitrine num museu arqueológico.
Na nossa opinião, as máquinas são simplesmente lindas!

Funcionais

Estas máquinas são mais do que “caras-lindas”, também funcionam e muito bem! Os modelos são projectados para produzir 300 kg de força, montante que é mais que suficiente para o fim em vista, que é a recriação histórica.
Sem dúvida que não são brinquedos, são armas de artilharia: as nossas balistas podem enviar um dardo a 200 metros de distância e atravessar uma placa de madeira de 1 cm de espessura.
Os cuidados com o seu funcionamento são semelhantes aos do tiro com arco ou bésta: incluindo não apontar a pessoas, animais e bens alheios, verificar as linhas de tiro e limitar o acesso dos espectadores a certas áreas.

 

Transportáveis

Os anos de experiência na recriação histórica ensinaram-nos que a importância de ter equipamento fácil de transportar e rápido de montar e desmontar. Assim projectámos os modelos das nossas máquinas para ser facilmente desmontados em peças que uma pessoa pode carregar.


Os modelos padrão das máquinas cabem numa vulgar carrinha familiar (tipo Golf Variant, pelo menos 1550 litros de espaço de mala com os bancos rebatidos). Os modelos maiores são dimensionados para caberem numa carrinha tipo Ford Transit ou Iveco Daily (6 metros quadrados de área / 2,5 metros de comprimento do espaço).

Segurança

A segurança começa com um equipamento fiável, que não irá partir ou avariar. As máquinas foram desenhadas com margens de segurança entre 200% e 3000% entre os limites teóricas de quebra e as cargas ou forças que devem suportar.

Modelos digitais

Os modelos foram desenhados e planeados em ferramentas de computador tipo Computer Aided Design (CAD), tanto 2D como 3D. Além da utilidade óbvia para imprimir esquemas, permitem correr simulações do desempenho da máquina, o comportamento dos componentes e as tensões de ruptura.

E nós gostamos disso.

Exemplo: Braço Compósito com esforço normal de trabalho de 1500N (+/-150kgs)

Testes empíricos

 

Também fizemos testes de campo das máquinas, atingindo o dobro da força planeada e determinámos a tensão de ruptura real de alguns componentes através de série de ensaio destrutivo: partimos muitos braços de balistas para garantir que isso nunca acontecerá em público. Até porque seria extremamente embaraçoso…

 

 

Construção compósita

 

Usa-se construção compósita por uma questão de maior resistência, segurança e diminuir a anisotropia característica da madeira (permite também evitar o empenamento). Foi tomado grande cuidado em disfarçar estas características modernas. Por exemplo, todas as peças de madeira são reforçadas através de juntas de metal e peças não-visíveis. Não há parafusos ou ferragens modernas à vista.

Exemplo: Montagem do painel interior com o suporte central usando pinos de 10mm. (Esforço de corte máximo 5MPa, Resistência ao corte 230MPa)

 

Conceito de trabalho do Cerco21

Pesquisamos >  Projectamos >  Construímos > e Disparamos !!!! e apenas depois disponibilizamos as máquinas com provas dadas a quem estiver interessado. Assim, temos modelos em fase de projecto, outras em fase de testes.
As máquinas que disponibilizamos hoje não são as mesmas que disponibilizaremos amanhã: visite a nossa página frequentemente para se manter a par das novidades

Tecnologia & precisão

Usamos ferramentas mecânicas e eléctricas com tecnologia de ponta como o corte a laser ou jacto de água, que nos permitem obter tolerâncias de 0,2 mm nas peças metálicas e 1 mm nas peças de madeira. Usamos uma abordagem de Engenharia desde a fase de projecto e produzimos equipamentos com a maior precisão possível.
Somos engenheiros e não o conseguimos evitar.

 

 

 

 

Melhoria contínua

Esforçamo-nos para acompanhar os mais recentes achados arqueológicos e históricos, para construir modelos cada vez mais rigorosos do ponto de vista histórico.
Estamos também sempre à procura de nova tecnologia que melhore a construção (como corte com jacto de água e CNC e diferentes materiais compósitos).